Painel de Atraso na dose de reforço

Atraso de Vacinação na Dose de Reforço

Neste painel apresentamos o retrato atual do atraso na Dose de Reforço na vacinação para a COVID-19 nos estados e municípios do Brasil. O Ministério da Saúde passou a adotar no dia 20 de dezembro um intervalo de 4 meses entre a 2ª dose e a dose de reforço. Os dados que apresentamos aqui vão até 7 de março de 2022. Adotamos o intervalo de 5 meses para considerar o indivíduo como atrasado na dose de reforço. Enfatizamos que a dose de reforço é fundamental para conter a chegada de novas variantes e que o atraso dessa dose pode comprometer seriamente a efetividade das vacinas em nosso país. Por tanto, passamos a monitorar também o atraso na dose de reforço com objetivo de promover ações que atuem de forma assertiva na resolução desse problema.


Atraso na Dose de Reforço no Brasil

Segundo a última atualização do nosso banco de dados (7 de março de 2021), temos no Brasil 83.154.184 de pessoas elegíveis para tomar a dose de reforço. Nesse grupo 43.905.020 estão atrasados para tomar a dose reforço da vacina, considerando um intervalo de 5 meses, 1 mês a mais do que é recomendado pelo Ministério da Saúde (4 meses). No dia 7 de dezembro de 2021 esse núumero era de 11.907.772 No histograma abaixo vemos que mais de 50% dos indivíduos estão em atraso maior que 31 dias. Para os indivíduos que receberam a 2ª dose de AstraZeneca, 28.429.978 estavam elegíveis para tomar a dose de reforço. No entanto, 20.844.944 ainda não retornaram para tomar esta dose. Para Coronavac, dos 19.259.735 de indivíduos elegíveis para tomar a dose de reforço, 14.597.426 não retornaram para receber a vacina. Para a Pfizer, das 35.464.471 pessoas elegíveis para tomar esta dose, 8.462.650 estão atrasadas.

Histograma atraso da 2ª dose

Metodologia

Para essa análise foram considerados os indivíduos que tomaram a 1ª dose e 2ª dose de uma das vacinas para COVID-19. Excluímos da análise os indivíduos que receberam Janssen, pois ainda não temos registro de dose de reforço para esse grupo. Foi calculada uma data limite na qual os indivíduos deveriam ter comparecido para tomar a dose de reforço. A data limite foi definida como a data da 2a dose mais o intervalo de 5 meses. Se a data limite for menor ou igual que a data de atualização do banco, os indivíduos são considerados atrasados. Se a data limite for maior que data de atualização do banco esses indivíduos ainda estão no prazo para tomar a dose de reforço.

Em 20 de outubro, o Ministério da Saúde adotou que o intervalo entre a 2ª dose e dose de reforço são de 4 meses. Como nossos registros são anteriores à esta data, utilizamos o intervalo de 5 meses entre as doses.

Fonte de dados

Campanha Nacional de Vacinação contra COVID-19 - dados anonimizados e ligados fornecidos pelo Ministério da Saúde. Para mais informações sobre o banco de dados acesse aqui.

Critérios

  • Foi considerado o município de residência informado quando o indivíduo tomou a primeira dose;
  • Foram removidos da análise indivíduos cujos registros de UF e/ou municípios estavam ausentes;
  • Consideramos apenas os indivíduos que receberam as vacinas AstraZeneca, Coronavac e Pfizer;
  • Consideramos apenas os indivíduos que receberam a 1ª e 2ª dose;
  • Consideramos os indivíduos cuja data de 1ª dose ocorreu no ano de 2021 e 2022;
  • Foram removidos da análise os registros “pendentes identificação”;
  • Foram removidos da análise os indivíduos com mais de 1 registro de primeira dose;
  • Foram excluídos da análise os registros com status igual à “entered-in-error” e com a variável "dt_deleted" preenchida.